Arquivo da categoria: Construção Civil

Os Impactos Ambientais das CIDADES

Toda e qualquer atividade econômica possui estreita vinculação com o meio ambiente.

A associação entre a atividade econômica e o meio ambiente pode ser observada nas seguintes dimensões:

•Aumento da demanda sobre bens e serviços ambientais (ex.: água, solo, oceanos, biodiversidade, etc.);
•Geração de resíduos e/ou processos poluentes (ex.: indústria de produtos químicos, resíduos da construção civil, etc.);
•Produção de Passivos Ambientais que podem vir a comprometer o meio ambiente (ex.: barragens de resíduos químicos, tanques em postos de combustíveis, etc.).

A minha intenção é elaborar uma análise acerca de alguns segmentos econômicos relevantes, destacando o processo econômico sob o ponto de vista ambiental, os impactos sobre o meio ambiente e as medidas corretivas que devemos adotar para minimizar os problemas detectados.

Este artigo analisará os impactos ambientais associados às CIDADES, mais especificamente no que tange ao crescimento urbano desordenado.

O Crescimento Urbano Desordenado

O meio ambiente possui uma ampla gama de enfoques, permeando muitas áreas do conhecimento humano, com forte presença na economia, política externa e comércio internacional.

Assim, nos parece evidente que devemos considerar o meio ambiente sob uma ótica mais abrangente, englobando diversas dimensões importantes e estratégicas além da fauna e da flora.

Ao observamos mais atentamente uma grande cidade, a sua dinâmica populacional, as atividades econômicas ali desenvolvidas, a presença massiva de indústrias e processos poluentes, bem como o comprometimento dos recursos naturais (água, solo e biodiversidade), entendemos que o crescimento urbano se reflete em complexas interações com o meio ambiente.

As cidades são, como veremos a seguir, um componente importante vinculado aos diversos problemas e impactos ambientais, sendo necessária a sua inclusão em nossas análises.

O crescimento das cidades como centros de oportunidades econômicas e serviços tais como saneamento, transporte, segurança, lazer, educação, saúde, renda e outros, fez com que surgisse um processo migratório a partir das populações rurais.

O Relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecido pelo título “Nosso Futuro Comum”, destaca que o século XX foi marcado pela chamada “Revolução Urbana”.

Vejamos alguns aspectos relevantes associados ao processo de crescimento das cidades:

•No período de 60 anos (1920 – 1980) a população urbana dos países em desenvolvimento cresceu 10 vezes, ao passo que a sua população rural apenas dobrou.

•Em 1940, uma em cada oito pessoas vivia em centros urbanos, sendo que apenas uma em cada 100 pessoas vivia em cidades com mais de um milhão de habitantes.

•Já em 1980 uma pessoa em cada três vivia em centros urbanos, sendo que uma em cada 10 pessoas vivia em cidades com mais de um milhão de habitantes.

Isto significa um enorme incremento da população urbana e, muito importante também, o surgimento das chamadas megalópoles (ex. Cidade do México, São Paulo, Nova York e outras) onde convivem milhões de pessoas.

A urbanização é um processo ainda em expansão que atinge todos os continentes, conforme se verifica na tabela a seguir:

Tabela n.º 01: Percentual da População Vivendo em Área Urbana

Continente Analisado                                  População em área Urbana (%)
África                                                                                      40
Oceania                                                                                   71
Ásia                                                                                          43
Europa                                                                                    73
América do Norte                                                                 82
América do Sul                                                                     84
América Central e Caribe                                                   71
Total em Termos Mundiais                                               51

É importante destacar que alguns países até então notadamente agrários como o Brasil, com grande parcela de suas populações vivendo no meio rural, passaram a vivenciar migrações significativas, o que ocasionou o crescimento insustentável e desordenado das cidades.

De acordo com o Censo de 2010 o Brasil contava com 84% de sua população vivendo em ambientes urbanos.

O crescimento desordenado leva, como destacaremos a seguir, a uma sobrecarga dos sistemas de segurança, transporte, saneamento básico, saúde e educação com óbvios reflexos na qualidade de vida dos indivíduos, além de facilitar o surto de doenças endêmicas.

O Meio Ambiente Artificial:

Como as cidades estão contempladas no âmbito do meio ambiente? Como se dá a inserção da cidade, enquanto ambiente modificado pelo Homem, no contexto mais amplo do meio ambiente?

No Brasil, a Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei nº 6.938/81, conceitua o meio ambiente como sendo “o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.

Esse conceito nos leva a ponderar que as cidades constituem um componente ambiental importante que convencionamos denominar de “meio ambiente artificial”.

O Meio Ambiente Artificial é compreendido pelo espaço urbano construído pelo Homem, incluindo o conjunto de edificações (chamado de espaço urbano fechado), e os demais equipamentos públicos, tais como rodovias, ferrovias, represas (denominados de espaço urbano aberto).

Dessa forma, todos os espaços construídos, bem como todos os espaços habitáveis pela pessoa humana compõem o denominado meio ambiente artificial.

O meio ambiente artificial encontra-se normatizado nos artigos 182 e 183 da Constituição Federal e pela Lei nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade), instrumento que prescreve condutas de ordem pública e de interesse social relacionadas ao uso da propriedade urbana, para proteção do meio ambiente ecologicamente equilibrado delimitado ao perímetro urbano.

A inclusão do meio ambiente artificial nos estudos e análises ambientais representa uma evolução fundamental, uma vez que os centros urbanos possuem características próprias que afetam o meio ambiente local e o seu entorno.

As Cidades e seus Impactos Ambientais

Os problemas ambientais decorrentes das grandes aglomerações humanas podem ser resumidos nos seguintes aspectos:

i) Comprometimento dos recursos hídricos com a crescente poluição das águas subterrâneas e o assoreamento de rios e córregos;

ii) Ocupação de encostas e outras áreas de risco com moradias inadequadas e inseguras, ocasionando a destruição da vegetação nativa e ameaças de deslizamentos de terra;

iii) Demanda crescente de recursos naturais (solo, água, biodiversidade) e de energia;

iv) Contínuo aumento da área impermeável com a abertura de novas ruas, construções diversas, áreas asfaltadas e a eliminação da cobertura vegetal, impedindo a infiltração das águas da chuva;

v) Destruição e/ou afastamento da fauna e flora existentes no local, comprometendo o equilíbrio ecológico, a cadeia alimentar e a biodiversidade nativa;

vi) Maior probabilidade de surgimento de doenças endêmicas, bem como a sua consequente disseminação;

vii) Aumento dos níveis de poluição atmosférica, sonora e industrial;

viii) Aumento do volume de resíduos sólidos a ser descartado/tratado diariamente;
A esse respeito cumpre destacar que o Brasil tem uma produção média de 1,1 kg de resíduos por habitante a cada dia.

ix) Marginalização do indivíduo e aumento da violência urbana; e

x) Formação das denominadas “ilhas urbanas de calor”, com alterações no clima local.

No tocante à formação das “ilhas de calor” é importante desenvolvermos alguns comentários adicionais:

As cidades possuem extensa área construída, composta por rodovias e edificações diversas, que absorvem calor durante o dia (elevando as temperaturas médias) e dissipam o calor lentamente durante a noite.

Assim, as cidades possuem uma temperatura média diária (consideradas as 24 horas) superior àquelas observadas nas áreas limítrofes, gerando desconforto, maior consumo de energia para acionamento dos sistemas de refrigeração e maior incidência de doenças respiratórias.

A esse respeito destacamos uma pesquisa desenvolvida nos EUA acerca das alternativas para redução do fenômeno das “ilhas de calor”: a simples pintura do teto das edificações com tintas mais claras e o uso de cobertura verde.

Em ambos os casos houve uma considerável redução de temperatura e do consequente consumo de energia elétrica para refrigeração.

São aspectos importantes que deveriam ser mais trabalhados junto, por exemplo, aos cursos de engenharia e arquitetura de modo a formar uma consciência quanto aos problemas ambientais que muitas vezes passam despercebidos.

A concentração de indústrias representa outro aspecto negativo associado aos grandes centros urbanos e decorre das vantagens competitivas oferecidas, em especial a maior proximidade com o mercado consumidor, rede elétrica, água canalizada, saneamento básico e demais serviços públicos, vias de transporte mais eficazes para recebimento de matéria-prima e escoamento da produção, mão de obra mais qualificada, maior sinergia com empresas vinculadas às cadeias produtivas, etc.

Nas áreas mais densamente povoadas temos maior incidência de doenças respiratórias agudas, tuberculose, parasitas intestinais e doenças tais como a cólera, dengue, disenteria, hepatite e outras, geralmente associadas a um saneamento precário ou à ingestão de água contaminada e que acabam por aumentar as taxas de mortalidade, especialmente entre as crianças e idosos.

Os impactos sobre a oferta de água potável em razão da carência de planejamento urbano são visíveis quando se observa a ocupação de áreas inadequadas como as encostas de morros e as proximidades de nascentes de rios, ocasionando o comprometimento da qualidade e volume de água disponível para as populações.

O Brasil não é uma exceção nesse contexto mundial uma vez que, de acordo com os dados do Ministério das Cidades, convivemos com um quadro alarmante no que concerne à ocupação dos espaços urbanos, sendo possível observar que a acentuada desigualdade de renda atua como um dos fatores determinantes das péssimas condições a seguir destacadas:

•Aproximadamente 84% da população brasileira vive em cidades;

•O Brasil possui um déficit habitacional correspondente a 4,8 milhões de unidades;

•Cerca de 60 milhões de brasileiros (9,6 milhões de domicílios) que vivem nas cidades não dispõem de coleta de esgoto;

•Somente 25,6% dos esgotos coletados recebem tratamento adequado;

•Aproximadamente 15 milhões de pessoas (3,4 milhões de domicílios), não possuem acesso à água encanada;

•16 milhões de brasileiros não têm coleta de resíduos sólidos;

•51% dos municípios depositam, em lixões, os resíduos coletados;

•Dos 30 milhões de veículos que circulam no Brasil, 25 milhões são automóveis e apenas 115 mil são ônibus, demonstrando as limitações do sistema de transporte de massa;

•A população mais carente vive sem acesso às condições básicas em favelas, ocupações de risco ou loteamentos irregulares, áreas que, sob o ponto de vista fundiário, constituem uma ilegalidade.

•O número de moradores em favelas duplicou de 1980 a 1990. Nesse território de fragilidade urbana proliferam a violência, o crime organizado, a discriminação e a exclusão social.

CONCLUSÃO

As alternativas para reversão deste quadro passam pela adoção de políticas governamentais que priorizem a alocação de recursos e/ou a concessão de incentivos fiscais e tributários em benefício de outros centros urbanos secundários, facultando a desconcentração das indústrias e serviço, induzindo consequentemente a população dos grandes centros urbanos a migrar.

A ação do Estado é, portanto, fundamental para reverter o quadro atual de concentração urbana, priorizando a implantação de uma infraestrutura moderna e eficaz de transporte e de comunicações, a descentralização dos serviços públicos e a identificação e valorização das vocações existentes nos centros urbanos menores.

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VÍDEO Resíduos da Construção Civil

Impactos Ambientais – A Indústria da Construção Civil

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Sugiro que o leitor desse artigo assista ao vídeo sobre Reciclagem de Resíduos da Construção Civil postado na área Vídeos Educacionais desse Blog.

Toda e qualquer atividade econômica possui estreita vinculação com o meio ambiente.

A associação entre a atividade econômica e o meio ambiente pode ser observada nas seguintes dimensões:

  • Aumento da demanda sobre bens e serviços ambientais (ex.: água, solo, oceanos, biodiversidade, etc.);
  • Geração de resíduos e/ou processos poluentes (ex.: indústria de produtos químicos, resíduos da construção civil, etc.);
  • Produção de Passivos Ambientais que podem vir a comprometer o meio ambiente (ex.: barragens de resíduos químicos, tanques em postos de combustíveis, etc.).

 A minha intenção é elaborar uma análise acerca de alguns segmentos econômicos relevantes, destacando o processo econômico sob o ponto de vista ambiental, os impactos sobre o meio ambiente e as medidas corretivas que devemos adotar para minimizar os problemas detectados.

Este artigo analisará a Indústria da construção Civil.

A Importância do Setor

Inicialmente devemos compreender que o setor da construção civil engloba não apenas a construção de casas, prédios e shoppings, mas, também, a implantação da infraestrutura presente nas cidades e nas grandes obras públicas.

Assim, quando analisamos o setor da construção civil devemos observar os investimentos em estradas, saneamento básico, usinas hidrelétricas, pontes, drenagem pluvial, abastecimento de água potável, linhas de metrô, portos, aeroportos, etc.

Os grandes projetos nacionais, tais como a Transposição do São Francisco, a Transamazônica, as usinas de Itaipu, Tucuruí e Angra dos Reis são exemplos de obras estruturantes onde a construção civil atuou para garantir o desenvolvimento socioeconômico do país.

A construção civil é um segmento estratégico para a economia nacional, conforme podemos verificar a partir dos dados a seguir:

  • Responsável diretamente por 5,8% do PIB em 2010;
  • De acordo com o IBGE a construção civil empregava cerca de 2,5 milhões de pessoas em 2010;
  • A geração de renda associada ao emprego (salários + benefícios sociais) alcançou um total de R$ 63,1 bilhões;
  • Possui grande capacidade de absorção de grande contingente de mão de obra com pouca ou sem nenhuma formação, ajudando a diminuir significativamente as taxas de desemprego em momentos de crises econômicas;
  • Possui grande integração com outros segmentos industriais: tintas, cimento, areia, madeira, tubulações, siderurgia, metalurgia, plásticos, etc.

 Em que pese a relevante contribuição da indústria da construção civil e sua importância estratégica para o país, não podemos desconsiderar que o seu ciclo produtivo se traduz em alguns impactos ambientais igualmente relevantes:

  • Poluição visual e sonora;
  • Comprometimento da qualidade do ar;
  • Impermeabilização do solo, dificultando a infiltração das águas das chuvas;
  • Aumento no consumo de água;
  • Comprometimento da biodiversidade em grandes projetos públicos (ex.: usinas hidrelétricas);
  • Utilização de matérias-primas de origem não renovável;
  • Geração de significativos volumes de resíduos sólidos e posterior disposição em locais inadequados;
  • Aumento na demanda por energia elétrica;
  • Sobrecarga dos sistemas de transporte, saneamento, energia, segurança e saúde em razão do crescimento populacional observado ao final das obras, notadamente quando se trata da implantação de bairros e loteamentos residenciais;
  • Elevado nível de desperdício de materiais, e outros.

 Neste artigo procuraremos destacar o impacto ambiental associado ao desperdício de materiais e a consequente geração de resíduos da construção civil.

O setor da construção civil é responsável pelo consumo de aproximadamente 55% da madeira e 40% de matérias-primas e energia em âmbito mundial, segundo estudos do Worldwatch Institute.

Além dos impactos decorrentes da extração desses materiais, um significativo percentual acaba sendo desperdiçado em decorrência de métodos antiquados de produção e ausência (em muitos casos) de responsabilidade ambiental por parte das empresas construtoras.

A título de exemplo a cidade de Goiânia (GO) apresenta um volume de resíduos gerados pela construção civil que já supera a produção de lixo doméstico: a cada dia são recolhidas pelo menos 1.300 toneladas geradas por obras e reformas.

E para onde vai esse enorme volume de resíduos?

Na imensa maioria dos casos os resíduos são encaminhados aos depósitos clandestinos ou ao “lixão” municipal, em flagrante desrespeito às obrigações legais impostas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei n.º 12.305/2010).

Além do aspecto associado ao volume dos resíduos devemos considerar que os resíduos da construção civil são inertes, ou seja, não apresentam propensão à degradação e podem permanecer ocupando os “lixões” e aterros sanitários ao longo de décadas.

Assim, um espaço valioso acaba comprometido pela disposição inadequada de resíduos inertes, obrigando os municípios a buscar novas alternativas para descartar os resíduos e rejeitos produzidos diariamente.

Há uma solução viável para o resíduo da construção civil?

Sim. Ao longo dos últimos anos verificamos o crescimento de uma alternativa tecnológica simples e bastante promissora: a reciclagem.

A cidade de Belo Horizonte (MG) adotou a reciclagem dos resíduos da construção civil em um processo que envolveu as seguintes etapas:

1)     Elaboração de uma lei municipal que obriga a disposição dos resíduos da construção civil em um local próprio onde serão processados via reciclagem.

 Assim, as empresas construtoras, famílias e carroceiros são obrigados a encaminhar os resíduos gerados em nas construções e reformas ao local definido pela prefeitura, sendo proibido o descarte em qualquer outra área, inclusive “lixões”, depósitos clandestinos ou aterros sanitários.

 2)     Implantação de uma planta de reciclagem.

 Os resíduos entregues são separados e triturados em um moinho, sendo o material resultante segregado em diferentes granulometrias (pedra, brita, areia, etc.).

Quanto ao custo financeiro desse investimento podemos afirmar que não representa uma inversão elevada para um município e que sua relação custo – benefício é bastante positiva, permitindo o seu ressarcimento em poucos anos.

 3)     Estímulo à utilização do material reciclado em obras civis.

 O material reciclado tem grande viabilidade para ser utilizado em obras da construção civil, tais como: paredes, tijolos e muros pré-moldados, meio fio de calçadas, calçadas, etc.

Estudos desenvolvidos por centros de pesquisa apontam a viabilidade do uso desse material reciclado, exceto para componentes estruturais como vigas de sustentação, com possibilidade de redução dos custos de produção em até 30%.

  Conclusão:

A indústria da construção civil é estratégica para o país e permite alavancar o desenvolvimento socioeconômico, beneficiando a geração de emprego, renda e tributos, bem como a qualificação da mão de obra.

Os impactos ambientais são igualmente significativos, mas existem alternativas que podem transformá-los em benefícios socioeconômicos

A reciclagem dos resíduos da construção civil surge como uma boa promessa no sentido de desafogar os aterros sanitários, permitindo sua aplicação em novas obras de interesse social, tais como programas de construção de casas populares, construção de quadras de esporte em áreas de periferia, recuperação de estradas e ruas, etc.

 Finalmente, é necessário que os gestores públicos estejam familiarizados com as novas alternativas tecnológicas de modo a garantir usos mais racionais para os resíduos sólidos.

marceloquintiere@gmail.com

MQuintiere@twitter.com

Bibliografia Consultada

Banco do Nordeste do Brasil Manual de Impactos Ambientais – Orientações Básicas sobre Aspectos ambientais de Atividades Produtivas. Fortaleza, 1999.

Portal VGV – Sustentabilidade na construção civil – por Fernando Razuk